Os legisladores no Senado dos EUA preparam-se para começar a votar, esta quarta-feira, uma resolução bipartidária sobre poderes de guerra que visa travar a campanha militar contra o Irão, segundo a “Reuters”.
Este esforço mais recente de democratas e de alguns republicanos para restringir as repetidas mobilizações de tropas do Presidente Donald Trump é descrito pelos promotores como uma tentativa de recuperar a responsabilidade do Congresso de declarar guerra, conforme estabelecido na Constituição dos EUA.
“Acho que é realmente importante que todos os membros do Congresso se pronunciem oficialmente sobre isto”, afirmou o senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, um dos principais autores da resolução, numa conferência de imprensa telefónica antes da votação da tarde.
“Se não têm coragem para votar ‘Sim’ ou ‘Não’ numa votação sobre a guerra, como se atrevem a enviar os nossos filhos e filhas para uma guerra onde arriscam as suas vidas?”, questionou.
Os colegas republicanos de Trump detêm maiorias estreitas tanto no Senado como na Câmara dos Representantes, tendo bloqueado tentativas anteriores de resoluções que procuravam limitar os seus poderes de guerra.
Os republicanos acusaram os democratas de fazer política com a segurança nacional e afirmaram que Trump ordenou apenas operações limitadas, como a captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, e não guerras de escala total.
Na terça-feira, o presidente republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, do Louisiana, disse acreditar que haveria votos suficientes para derrotar a resolução, descrevendo-a como uma tentativa de promover algo que poderia colocar as tropas americanas em perigo e inspirar as forças iranianas.
“Imaginem um cenário em que o Congresso votasse para dizer ao comandante-em-chefe que ele já não estava autorizado a completar esta missão. Isso seria algo muito perigoso”, disse aos jornalistas.