Controversa. É o adjetivo que muitos insistem em colar à pele de Marina Abramović. Em 2026 faz 80 anos e dá-se ao luxo de ser o que sempre foi. Cáustica. Acutilante. Incómoda. Sagaz. Livre. E se tem feito história ao longo da sua vida como artista, a partir de 6 de maio irá protagonizar um momento também ele histórico, ao ser a primeira artista viva a expor na Gallerie dell’Accademia, em Veneza. Exatamente. A casa de nomes maiores da pintura renascentista italiana – Ticiano, Bellini, Tintoretto, Veronese… – há 250 anos.

Marina Abramović visitou Veneza pela primeira vez aos 14 anos de idade. Partiu de Belgrado, com a mãe, numa viagem de comboio que diz não esquecer. Como a emoção que sentiu ao chegar a Veneza.

Este evento marca um ponto de viragem para a prestigiada instituição veneziana, quebrando uma tradição secular ao abrir as suas portas a uma artista contemporânea e viva. A exposição promete ser um dos momentos mais aguardados da temporada artística internacional de 2026, coincidindo com o octogésimo aniversário da artista sérvia.