Os Estados Unidos começaram a usar bases britânicas para operações defensivas específicas, a fim de impedir que o Irão lance mísseis na região, o que coloca em risco vidas britânicas, afirmou o Ministério da Defesa do Reino Unido na rede social X (ex-Twitter).
Bombardeiros B-1 da Força Aérea americana pousaram na base aérea da RAF (Força Aérea britânica) em Fairford, no sudoeste da Inglaterra, observou a agência francesa France Presse.
O aval de Londres para que os Estados Unidos utilizem algumas das suas bases militares, incluindo Fairford e Diego Garcia (no Oceano Índico) para realizar ataques contra o Irão, surge depois de o Governo britânico ter sido criticado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por se recusar a permitir o uso dessas bases para os ataques iniciais conjuntos de Washington e Telavive contra o Irão.
“O que eu não estava preparado para fazer era levar o Reino Unido à guerra sem uma base legal e sem um plano viável e bem elaborado”, defendeu-se o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, na quarta-feira.
Segundo uma sondagem publicada na sexta-feira, 56% dos britânicos apoiam a decisão inicial do primeiro-ministro e 49% consideram que o Reino Unido deve permanecer neutro neste conflito.
Hoje, em Fairford, manifestantes concentraram-se à frente da base militar contra o conflito no Médio Oriente, enquanto as agências internacionais de notícias dão conta de milhares de pessoas a protestarem em Londres contra a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, com palavras de ordem a declararem que “é ilegal” e que “bombardear iranianos não trará liberdade nem democracia”.
O Ministério da Defesa do Reino Unido também referiu hoje que aeronaves Typhoon e F-35 continuavam “operações sobre a Jordânia, o Catar, Chipre e, de forma mais ampla, na região, a fim de defender os interesses do Reino Unido e seus aliados”.
O Reino Unido, cuja base militar no Chipre foi atingida durante a madrugada de domingo para segunda-feira por um drone de produção iraniana, anunciou na quinta-feira o envio de caças adicionais e outros recursos militares, principalmente para reforçar suas defesas aéreas naquela ilha.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.