O antigo vice-primeiro-ministro de Passos Coelho, Paulo Portas, manifestou-se impressionado com a proximidade entre o salário mínimo e o salário médio em Portugal. O político alertou que só será possível ter salários mais altos no país se a produtividade aumentar de forma significativa.

Durante uma intervenção, Portas defendeu a necessidade de estabilidade política e económica como base para o crescimento. Sublinhou que, sem ganhos de produtividade, os aumentos salariais podem comprometer a competitividade das empresas e a sustentabilidade da economia.

A sua análise aponta para um desafio estrutural: reduzir a diferença entre os salários requer, em primeiro lugar, uma economia mais dinâmica e eficiente. A mensagem de Portas enquadra-se no debate sobre o modelo de desenvolvimento económico e a distribuição da riqueza em Portugal.