Os CTT – Correios de Portugal convidaram assessores a apresentarem propostas para eventual venda do Banco CTT.

A notícia foi avançada pela Bloomberg que diz que a empresa liderada por João Bento explora opções para o seu negócio bancário, e cita pessoas familiarizadas com o assunto.

O operador postal português contactou várias empresas de assessoria financeira nos últimos dias, disseram as fontes, à Bloomberg. As iniciativas estão numa fase inicial e nenhuma decisão foi tomada, afirmaram.

Um porta-voz dos CTT afirmou à agência que a empresa trabalha periodicamente com advisors financeiros e bancos de investimento para avaliar cenários estratégicos e oportunidades de negócio, recusando-se a fazer mais comentários. Num esclarecimento por e-mail, os CTT acrescentaram que não foi iniciado nenhum processo formal de venda do Banco CTT.

Os CTT lançaram o Banco CTT há cerca de uma década com 51 balcões em estações de correios e, desde então, expandiram a rede para mais de 200 pontos de venda em todo o país. Num “Capital Markets Day” em novembro, a empresa afirmou que planeia acelerar o crescimento através do alargamento da sua base de clientes de retalho e do reforço dos serviços digitais.

O valor contabilístico do Banco CTT era de cerca de 270 milhões de euros (314 milhões de dólares) no final de 2023, segundo o CEO João Bento. Bento, que deixará o cargo em abril, disse numa entrevista em 2024 que os CTT estavam a considerar todas as opções para o banco, incluindo uma potencial venda.

Em 2022, os CTT concordaram vender uma participação de 8,7% no Banco CTT à seguradora Tranquilidade-Generali Seguros, no âmbito de um aumento de capital.

As ações dos CTT quase triplicaram desde que Bento assumiu o cargo de CEO em maio de 2019, com o aumento da procura de encomendas impulsionado pela pandemia a acelerar a transição da empresa para o comércio eletrónico. A empresa foi totalmente privatizada entre 2013 e 2014, como parte do programa de resgate de Portugal após a crise financeira.

O Banco CTT é um dos credores mais pequenos de Portugal, operando num mercado dominado pela estatal Caixa Geral de Depósitos pelo Banco Comercial Português pelos detidos por espanhóis Banco BPI e Banco Santander Totta, bem como pelo Novobanco, que foi adquirido pela francesa BPCE SA no ano passado.