Pelo país fora, os vereadores eleitos pelo Chega estão a desvincular-se do partido e a dar a mão aos partidos mais votados, formando maiorias nos municípios. Esta movimentação representa um abalo significativo para a estrutura local do partido liderado por André Ventura.
Em Lisboa, o vereador Bruno Mascarenhas encontra-se debaixo de fogo devido à sua posição neste cenário de realinhamentos políticos. Paralelamente, estão a ser estabelecidos acordos entre vereadores que ainda permanecem formalmente no Chega e o PSD, o principal partido da oposição a nível nacional.
Questionado sobre estas ruturas e alianças a nível autárquico, André Ventura classificou o assunto como um “tema local”, remetendo qualquer comentário mais aprofundado para mais tarde. Esta postura contrasta com a dimensão nacional que o fenómeno parece estar a ganhar, com casos semelhantes a serem reportados em vários concelhos.
A fuga de vereadores para as maiorias lideradas por outros partidos coloca em causa a coerência e a força do Chega no poder local, um terreno crucial para o crescimento e a consolidação partidária.