O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública realizou hoje dois leilões de Bilhetes do Tesouro (BT), a cerca de seis e 12 meses, com um montante indicativo global de até 2.000 milhões de euros.

A colocação superou o montante indicativo. Em Bilhetes do Tesouro (BT) a 6 meses (data de vencimento em setembro 2026) foram colocados 690 milhões de euros a uma taxa/yield de 2,141%, com a procura a superar 2,81 vezes a oferta.

Na linha de Bilhetes do Tesouro (BT) a 12 meses (data de vencimento em março 2026) foram colocados 1.420 milhões de euros com uma taxa/yield de 2,307% e a procura superou 1,57 vezes a oferta.

Filipe Silva, Diretor de Investimentos do Banco Carregosa, fez uma comentário sobre as emissões de Bilhetes do Tesouro.

“Este resultado surge num contexto de incerteza política e geopolítica”, sublinha Filipe Silva.

“O agravamento do conflito no Irão tem contribuído para a subida dos preços do petróleo, levando à revisão em alta das perspetivas de inflação. Este enquadramento poderá obrigar os bancos centrais a manter uma postura mais restritiva, ou até a voltar a subir as taxas de juro ao longo do ano. Em consequência, as yields da dívida soberana e da dívida empresarial têm vindo a subir, tanto nos prazos curtos como nos longos, devendo continuar a ajustar-se em função da evolução do conflito e das perspetivas futuras para a inflação”, acrescentou.