O Partido Socialista (PS) está disposto a romper com o PSD no acordo parlamentar que sustenta o Governo, caso fique excluído do processo de indicação de juízes para o Tribunal Constitucional (TC).
Segundo fontes partidárias, os socialistas estão preparados para reduzir a “mínimos olímpicos” a sua relação com o executivo, deixando o partido da maioria a falar sozinho com o Chega. Esta posição surge como resposta à possibilidade de o PSD avançar com as nomeações sem o acordo prévio do PS, quebrando um entendimento tácito sobre a partilha destas indicações.
A crise política instala-se num momento crucial para a renovação de lugares no Tribunal Constitucional, um órgão vital para a verificação da constitucionalidade das leis. A ameaça do PS de retirar o seu apoio parlamentar condicionado coloca em risco a estabilidade governativa e pode forçar o PSD a uma negociação mais direta com a extrema-direita.
Esta escalada de tensão entre os dois principais partidos do arco da governação reflete as dificuldades em gerir maiorias relativas e acordos de incidência parlamentar, podendo abrir um novo ciclo de instabilidade política.