Nova Iorque abre a sessão desta quinta-feira em terreno negativo, com os investidores de olhos postos na escalada dos preços, depois dos ataques a instalações cruciais de infraestrutura energética no Médio Oriente.

O índice Dow Jones desce 0,94% para 45.791,02 pontos, o S&P500 derrapa 0,78% para 6.571,65 pontos e o Nasdaq perde 0,95% para 21.940,25 pontos.

A Boeing perde 3,84%, a Sherwin-Williams desce 2,36%, a Caterpillar derrapa 2,12%, a 3M desliza 1,71% e a Nvidia recua 1,47%. Em contraciclo, a Chevron sobe 1,39%, a Verizon ganha 1,10%, a Salesforce aumenta 0,40%, a Cisco soma 0,64% e a J&J avança 0,15%.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “Wall Street prepara-se para arrancar em baixa, a avaliar pelo comportamento que se regista no mercado de futuros sobre os principais índices de ações nova-iorquinos. Continua assim a reação negativa verificada ontem nas últimas horas de negociação, depois da Fed ter mantido as taxas de juro para os EUA, mas com o presidente J.Powell a excluir cortes adicionais de juros até haver um arrefecimento das pressões inflacionistas, apontando um contexto de elevada incerteza. Entretanto, o BoE alertou para os riscos de inflação e o BCE pronuncia-se daqui a pouco sobre as suas perspetivas e política monetária”.

“A escalada dos conflitos no Médio Oriente danifica instalações de energia e provoca um aumento dos custos energéticos, com impacto na economia e na inflação, dificultando a tarefa dos Bancos Centrais. Em Londres, o Brent já chegou a negociar hoje acima dos $115 por barril. Adicionalmente, reações mais negativas às contas da Micron Technology e da Alibaba mostram receios dos investidores relativamente aos frutos que os elevados investimentos em IA podem trazem num futuro próximo. A Canadian Solar tomba com o regresso às perdas e fracas perspetivas”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI aumenta 1,33%, fixando o preço do barril nos 96,71 dólares e o Brent sobe 4,21% para 111,92 dólares. O gás natural dispara 6% para 3,240 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,58% face ao dólar, fixando-se nos 1,1519 dólares.