A prestação mensal da casa vai subir já em abril, avisa hoje a Deco Proteste. A subida dos preços da energia e dos combustíveis já estão a pressionar a inflação.
Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido as taxas inalteradas, as taxas Euribor inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram a subida que se tem vindo a intensificar.
A taxa Euribor a 6 meses, a mais usada no crédito à habitação em Portugal, já subiu mais de 8%, com a Euribor a 12 meses a subir 14%.
Se a tendência se mantiver, vai haver revisão em alta das taxas: isto é, os bancos vão aumentar as prestações para os contratos que forem revistos em abril.
Exemplo: uma família que tenha um crédito à habitação de 150 mil euros, a 30 anos, com um spread de 1% com uma taxa Euribor a 6 meses, pode vir a pagar mais 13 euros mensais, pelo menos, segundo as contas da Deco Proteste.
A subida das taxas de juro pode significar mais 24 milhões de euros adicionais a serem pagos pelo conjunto das famílias portuguesas nos próximos 6 meses.
“O aumento não será sentido por todos ao mesmo tempo, já que depende da data em que cada contrato for revisto. Ainda assim, o efeito irá se alastrar a um crescente número agregados durante os próximos meses”, segundo a Deco Proteste.
O conselho é que os consumidores atuem já: “este é o momento certo para rever as condições do contrato de crédito à habitação, comparar com as propostas atualmente disponíveis no mercado e avaliar alternativas que possam reduzir o impacto da subida das taxas de juro”.
“Num contexto de incerteza, a opção por uma taxa mista de curto prazo (até dois anos) pode ser uma solução para quem pretende proteger-se de oscilações mais acentuadas da Euribor no curto prazo”, de acordo com a nota.