Antigos dirigentes do PSD manifestaram posições divergentes sobre a inclusão ou exclusão do PS no processo de escolha dos novos juízes do Tribunal Constitucional (TC).

Coelho Lima defendeu que “não é sensato excluir o PS” do processo, argumentando que a participação do maior partido da oposição é crucial para a legitimidade e estabilidade da instituição.

Em sentido oposto, Paula Teixeira da Cruz alertou que a divisão de lugares no TC “não é uma conta de mercearia”, sugerindo que a nomeação deve basear-se em critérios de mérito e independência, e não em quotas partidárias.

Carlos Carreiras apresentou uma visão crítica, sugerindo que os socialistas estão agora a provar do “próprio veneno da Geringonça”, numa referência às alianças políticas anteriores que marginalizaram o PSD.

António Capucho alinhou-se com a posição oficial do PSD, dando razão à leitura do partido sobre o processo, que aponta para a necessidade de garantir um equilíbrio que preserve a independência do tribunal.

A discussão surge num momento crucial de renovação de juízes no Tribunal Constitucional, colocando em evidência as tensões políticas em torno de uma das mais importantes instituições do Estado de Direito.