O secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, anunciou que o Governo pagará entre 300 e 360 euros por cada hectare ardido através de fogo controlado, desde que realizado por técnicos especializados e cumprindo as regras de segurança. O apoio, que será lançado ainda em março, visa incentivar a redução da carga combustível e a renovação de pastos, contribuindo para a prevenção de incêndios.

“Vamos lançar ainda este mês um apoio para o fogo controlado, queimas prescritas, com as regras de segurança. Por área feita, cumprindo as regras, as boas práticas, e por isso tem de haver um técnico especializado, pagamos em função da área executada, porque há despesas associadas”, afirmou o governante à agência Lusa.

O objetivo é descontinuar áreas de risco e diminuir a carga combustível antes da época de incêndios. O apoio destina-se a juntas de freguesia, câmaras municipais, corporações de bombeiros, comunidades intermunicipais e organizações de produtores florestais.

Nos últimos anos, a média de área queimada por fogo controlado tem sido de cerca de 2.491 hectares. Para este ano, o Governo estabeleceu a meta de duplicar essa área, atingindo os cinco mil hectares.

Durante uma visita a Tondela, o secretário de Estado destacou também o investimento de 50 milhões de euros em equipamentos como tratores agrícolas trituradores, que ajudam na gestão de combustível. A presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges, elogiou a iniciativa, referindo que o município conseguiu gerir 165 hectares no ano passado e estima aumentar para 190 hectares com o novo equipamento.

Além do apoio ao fogo controlado, o Governo vai lançar em março dois avisos no valor de 30 milhões de euros cada: um para apoiar a organização e gestão de baldios, e outro para a reconversão de povoamentos, como eucaliptais, noutras espécies. Está ainda previsto um aviso de 30 milhões de euros para o pastoreio, como forma de reduzir combustíveis.