A bolsa de Lisboa fechou o dia no ‘verde’, com um avanço de 0,25% para 8.778,51 pontos.

A Mota-Engil liderou a sessão, com um disparo de 5,88% para 4,288 euros, seguida da Sonae, que subiu 5,63% para 1,8400 euros. Os CTT ganharam 4,54% para 5,99 euros, a Teixeira Duarte aumentou 3,95% para 0,4210 euros, a Altri somou 2,86% para 4,670 euros e a EDP avançou 0,59% para 4,297 euros.

Em contraciclo, a Galp tombou 4,74% para 20,31 euros, a REN perdeu 1,86% para 3,700 euros, a EDP Renováveis desceu 1,54% para 12,75 euros e a Jerónimo Martins derrapou 1,09% para 19,96 euros.

As principais praças europeias fecharam em terreno positivo, com o CAC40 a ganhar 0,79% para 7.726,20 pontos e o Ibex35 a subir 1,15% para 16.906,15 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “foi um dia de grande volatilidade nas bolsas europeias. Os principais índices de ações chegaram a perder cerca de 2% no início da sessão, mas repentinamente inverteram o sentimento, perante um post de Donald Trump de que adiaria os ataques a infraestruturas energéticas iranianas após o que descreveu como conversas produtivas para o fim das hostilidades”.

“Como reflexo os preços do petróleo recuaram de forma expressiva, animando os investidores, que temem que o aumento dos custos energéticos pressione a inflação e leve o BCE a aumentar taxas de juro. Isto tudo depois de no passado sábado o presidente norte-americano ter dado ao Irão até a noite desta segunda-feira em Nova Iorque para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de novos ataques. Entretanto, notas de imprensa deram conta de que o Irão não vai ceder às exigências dos EUA”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI tomba 9,05%, fixando o preço do barril nos 89,33 dólares e o Brent perde 8,83% para 97,13 dólares. O gás natural desce 5,32% para 2,904 dólares.

No mercado cambial o euro aprecia 0,22% face ao dólar, fixando-se nos 1,1596 dólares.