“Um olho no Médio Oriente, outro na atividade americana”, é assim que os analistas da MTrader descrevem a abertura da sessão de bolsa desta terça-feira.
Os principais índices de ações norte-americanos estão em terreno negativo no início de sessão no dia em que se esperam por dados preliminares de atividade na indústria e serviços dos EUA em março, um mês marcado pela guerra no Irão que tem feito escalar o conflito no Médio Oriente e, por conseguinte, os preços do petróleo.
Os investidores continuam por isso a acompanhar de perto potenciais negociações entre Trump e os líderes iranianos, na esperança de ser colocado um ponto final ao conflito.
A suspensão de cinco dias nos ataques a infraestruturas de energia no Irão anunciada segunda-feira por Trump não foi suficiente para sossegar os mercados, pois o petróleo dispara. O WTI sobe 4,27% para os 91,89 dólares e o Brent avança 3,04% para 102,98 dólares.
E apesar de Donald Trump ter indicado que estará em negociações com o Irão para chegar a um cessar-fogo, receios de que a guerra no Médio Oriente possa agravar-se, com os fluxos de crude através do estreito de Ormuz ainda bloqueados, estão hoje a pesar sobre o sentimento dos investidores.
Na bolsa o Dow Jones cai 0,44% para 46.003,27 pontos; o S&P perde 0,78% para 6.529,82 pontos e o Nasdaq recua 0,82% para 21.766,6 pontos.
O dólar segue a negociar com ganhos na manhã desta terça-feira, com uma nova subida dos preços do crude e maior procura pela “nota verde” enquanto ativo-seguro impulsionam o dólar.
O índice do dólar – que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,32%, para os 99,266 pontos. Este índice já valorizou 1,8% este mês, a caminho do seu maior ganho mensal desde outubro, influenciado, também, por perspetivas de uma política monetária mais restritiva à medida que os preços da energia continuam a escalar.
Trump escreveu na sua rede social Truth Social que os EUA e o Irão tinham tido conversações “muito boas e produtivas” sobre uma “resolução completa e total das hostilidades no Médio Oriente”. O Irão parece ter confirmado e o Paquistão está a intermediar.
O maior risco vem de Israel não aceitar as tréguas de Trump.