O Presidente da República, António José Seguro, assinalou o Dia Mundial do Teatro assistindo à peça “A Árvore que Sangra”, do dramaturgo australiano Angus Cerini, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.

Segundo uma nota publicada no site da Presidência da República, o chefe de Estado destacou o teatro como “uma arte que transcende fronteiras, culturas e gerações” e um “poderoso veículo de expressão, liberdade e criatividade”. A nota acrescenta que o teatro “convida à reflexão sobre o nosso papel coletivo e individual, bem como à união das pessoas em torno de histórias que nos tocam profundamente”.

A Presidência realçou ainda a “multidisciplinaridade da arte cénica”, que envolve artistas, encenadores, cenografia, figurino, iluminação e sonoplastia, contribuindo para “a construção da sociedade, enriquecendo a nossa identidade democrática e promovendo o pensamento crítico e a empatia”.

“A Árvore que Sangra”, encenada por Fernando Mora Ramos para o Teatro da Rainha, marca a estreia em Portugal da obra de Angus Cerini. A peça aborda o tema da violência doméstica “a partir do parricídio cometido por uma mãe violentada e duas filhas abusadas”, situando a ação num ambiente rural da Austrália.

O encenador Fernando Mora Ramos descreve Cerini como “inventor na estrutura dramática e na aplicação cénica de uma fala poética”, destacando a “fortíssima dimensão narrativa” da sua escrita. A obra valeu a Angus Cerini o Prémio Griffin de dramaturgia em 2014.

O jornal britânico The Guardian, que assistiu à estreia da peça em Sydney, classificou-a como “excelente” e “forte”, sublinhando que “levanta questões importantes sobre a resposta [das comunidades] à violência doméstica”. O elenco é composto por Isabel Lopes, Mafalda Taveira e Marta Taveira.

O Dia Mundial do Teatro foi instituído pelo Instituto Internacional do Teatro em 1961 e celebra-se anualmente a 27 de março.