O Governo português está confiante de que vai receber três propostas pela privatização da TAP.
O prazo final para a entrega das propostas não-vinculativas pela companhia aérea é a próxima quinta-feira, 2 de abril.
Na corrida estão a alemã Lufthansa, a franco-neerlandesa Air France-KLM e a anglo-hispano IAG.
“Penso que os três grupos olham para a TAP numa perspetiva de médio a longo prazo de crescimento. Não penso que esta crise vá ter um forte impacto no interesse e nas condições da privatização”, disse o ministro das Finanças esta terça-feira em entrevista à “Bloomberg”.
Considerando que a TAP é “provavelmente a última” companhia aérea de médio porte na Europa que ainda está disponível no mercado, contando com ligações intercontinentais para os EUA, Canadá, América do Sul ou África que a tornam atraente para as grandes companhias aéreas europeias.
O executivo de Luís Montenegro planeia vender até 49,9% da companhia aérea, com 5% destes reservados primeiro para os trabalhadores.
A IAG poderá desistir da corrida à TAP por concluir que uma fatia minoritária não serve a sua estratégia, segundo revelou recentemente a “Bloomberg” que escreveu que a dona da British Airways e da Iberia ainda poderá apresentar uma proposta não-vinculativa antes de desistir.
Apesar da grave crise energética mundial, que fez disparar os preços do jet fuel, o Governo vai manter o calendário da privatização.
“Mantemos tudo”, disse recentemente ao JE o ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz.
Depois da entrega da proposta não-vinculativa até 2 de abril, os interessados têm mais 90 dias para entregar a proposta vinculativa até 1 de julho, período durante o qual farão a devida ‘due dilligence’, isto é, vão analisar os dados operacionais, financeiros ou jurídicos, antes de apresentar a proposta final.