Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal

A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, disse esta quarta-feira que espera que “a lei da nacionalidade entre em vigor rapidamente” e apontou que não houve diálogo com o Chega.

“Nós já tínhamos votado a favor da lei da nacionalidade, na primeira versão, houve agora um esforço que foi feito por parte do Governo para resolver algumas das questões que tinham sido levantadas pelo Tribunal Constitucional”, sublinhou a líder dos liberais.

Para a IL “é importante que a lei entre em vigor rapidamente e que não haja mais impedimentos”. “É óbvio que tem de haver uma lei que garanta justiça, mas parece-me agora, com este esforço do Governo, que parecemos ter condições para ter uma lei aprovada”, sublinhou.

“Já tinha havido uma reunião com o Governo no sentido de percebermos qual era o sentido das alterações que eles iriam fazer”, referiu, acrescentando que “com o Chega não houve diálogo”.

Esta segunda-feira, o PSD e o CDS-PP entregaram propostas de alteração aos decretos sobre a lei da nacionalidade. À direita esperam ver aprovadas estas propostas “com máximo de consenso possível”. Já o presidente do Chega revelou que não foi possível chegar a acordo sobre a lei da nacionalidade e vai avançar com “propostas próprias e autónomas”.

De acordo com o presidente do Chega, no prazo limite da negociação, “o Governo não conseguiu ser menos socialista do que os socialistas” e, portanto, “não há acordo”. André Ventura acrescentou ainda que “não é verdade que tenha havido nenhuma incorporação [das medidas do partido nas propostas da AD]”.