O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos declarou-se esta quinta-feira “chocado” com o “assassínio brutal” do líder do Movimento Revolucionário “Pó di Terra”, encontrado morto na Guiné-Bissau na terça-feira.

Em comunicado, o Alto Comissariado da ONU afirma que a morte de Vigário Luís Balanta, líder da organização da sociedade civil guineense crítica do regime militar, “ocorre num momento de uma crescente redução do espaço cívico e democrático”, que se acelerou na Guiné-Bissau desde o golpe de Estado em 26 de novembro de 2025.

O corpo de Vigário Balanta foi encontrado na terça-feira num lugar ermo nos subúrbios de Nhacra, a 30 quilómetros da capital, Bissau.

Vigário Balanta participou ativamente da organização de um protesto popular no fim de dezembro, pedindo o retorno da ordem constitucional.

“A ONU pediu às autoridades de facto da Guiné-Bissau que investiguem, urgentemente, o assassínio de forma imparcial e que levem os responsáveis à Justiça”, lê-se na nota.