
A bolsa de Lisboa fechou o dia a registar ganhos, com uma subida de 0,89% para 9.450,19 pontos.
A Mota-Engil liderou o dia com um disparo de 8,31% para 5,030 euros, seguida da Teixeira Duarte, que subiu 7,99% para 0,4730 euros. Os CTT ganharam 4,92% para 6,72 euros, o BCP aumentou 4,20% para 0,9084 euros, a Semapa somou 2,93% para 22,85 euros e a NOS avançou 0,36% para 5,610 euros.
Em contraciclo, as energéticas foram as penalizadas, com a Galp a perder 5,21% para 20,02 euros, a REN desceu 0,65% para 3,840 euros, a EDP derrapou 0,45% para 4,675 euros e a EDP Renováveis deslizou 0,35% para 14,06 euros.
As principais praças europeias fecharam no ‘verde’, com o CAC40 a disparar 4,49% para 8.263,87 pontos e o Ibex35 a subir 3,90% para 18.125,35 pontos.
O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “dia de euforia nas bolsas europeias, com o Euro Stoxx a registar a melhor variação diária desde 2022. O acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão por duas semanas, que prevê a suspensão dos ataques norte-americanos em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, uma via crucial para o transporte global de energia, trouxe grande otimismo aos investidores, provocando uma queda abrupta nos preços do petróleo”.
“Ainda assim, durante a tarde surgiram algumas notas de instabilidade, perante notas de que a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz teria sido interrompida em consequência dos ataques israelitas ao Líbano. O setor energético foi o único em baixa, enquanto o de viagens & lazer e o tecnológico estiveram entre os maiores ânimos. Em solo Luso o tombo de 5,2% da Galp justificou a performance mais fraca do PSI”, refere.
No mercado do petróleo o texano WTI tomba 15,92%, fixando o preço do barril nos 94,93 dólares e o Brent desce 13,42% para 94,54 dólares. O gás natural perde 4,36% para 2,745 dólares.
No mercado cambial o euro valoriza 0,82% face ao dólar, fixando-se nos 1,1692 dólares.