Dois navios da marinha norte-americana atravessaram este sábado o estreito de Ormuz para começar a “criar condições” para a remoção das minas colocadas pelo Irão, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

Os dois contratorpedeiros operaram no âmbito de “uma missão mais ampla destinada a garantir que o estreito esteja totalmente livre das minas marítimas anteriormente colocadas pela Guarda Revolucionária Iraniana”, precisou o CENTCOM num comunicado publicado na rede social X.

O comandante do CENTCOM, o almirante Brad Cooper, afirmou que a marinha norte-americana iniciou, assim, o processo de criação de uma nova rota pelo estreito. “Demos início ao processo de criação de uma nova rota e, em breve, partilharemos este corredor seguro com o setor marítimo, a fim de incentivar o livre fluxo do comércio”, afirmou o almirante citado no mesmo comunicado.

Nos próximos dias, forças adicionais dos Estados Unidos, incluindo drones subaquáticos, irão juntar-se aos esforços de remoção, acrescentou a nota.

Na quinta-feira, a Guarda Revolucionária iraniana partilhou um mapa com rotas alternativas para a navegação no estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha afirmado este sábado que os Estados Unidos tinham iniciado o desbloqueio do estreito de Ormuz, acusando novamente vários países de não estarem a fazer o suficiente para garantir a segurança desta importante via. “Estamos agora a iniciar o processo para desobstruir o estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo, incluindo a China, o Japão, a Coreia do Sul, a França, a Alemanha e muitos outros”, escreveu o Presidente norte-americano, Donald Trump, na sua plataforma Truth Social. Trump acusou ainda aqueles países de não terem “a coragem ou a vontade de fazer eles próprios o trabalho”.

Neste momento encontram-se no Paquistão delegações dos Estados Unidos e do Irão para negociar o fim do conflito.

As negociações de paz têm como temas centrais o fim duradouro da guerra, do bloqueio do estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance, o apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah no Líbano, os Huthis no Iémen ou o Hamas na Palestina, e as sanções económicas à República Islâmica.