Robert Hegedus HUNGARY OUT/Epa via Lusa

O líder da Hungria ao longo dos últimos 16 anos, Viktor Orbán, acaba de reconhecer a derrota e endereçar os parabéns ao vencedor: o seu antigo correligionário Péter Magyar. Está assim desfeito uma longa dúvida, que acompanhou toda a campanha eleitoral, sobre quem seria o vencedor das eleições.

Num contexto em que a votação bateu todos os recordes – o que de algum modo representa a vontade de mudança dos húngaros – e ainda sem a contagem definitivamente fechada, a decisão de Orbán indica que, a partir dos bastidores, já não há dúvidas sobre o vencedor do ato eleitoral.

Para além da derrota de Orbán, perdem também a Rússia e os Estados Unidos, que se uniram numa forte pressão externa para que o ‘velho’ líder – que anda pelos caminhos entre a direita e a extrema-direita – continuasse no poder. Mas resta ainda uma dúvida: será que a União Europeia é uma das vencedoras da noite? É que Péter Magyar é originariamente oriundo do partido de Orbán, o que quer dizer que em alguma alguma foi tão euro-cético quanto o agora derrotado líder. Terá mudado? os analistas dizem que sim, mas talvez valha a pena a União Europeia esperar por provas mais concretas.