O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou, esta quarta-feira, no Parlamento, que o Governo vai adiar o pagamento de contribuições à Segurança Social no setor do transporte de mercadorias e pedir à Comissão Europeia autorização para novos descontos nos combustíveis.

As medidas fazem parte de um pacote de apoios que deverá ser aprovado amanhã em Conselho de Ministros e que tem como objetivo reduzir o impacto do aumento dos custos energéticos e do custo de vida.

O adiamento das contribuições sociais relativas aos meses de abril, maio e junho para as empresas de transporte de mercadorias, está entre as medidas apresentadas pelo governante e visam aliviar a pressão de tesouraria num setor particularmente exposto à subida dos combustíveis.

Há duas semanas, as empresas de transporte de mercadorias davam conta do seu desespero com o aumento do preços dos combustíveis. O setor alertava que se o Governo não ajudar, haverá protestos nas ruas.

Segundo dados do setor, uma empresa de mercadorias que tenha cerca de mil veículos precisa, em média, de 2 milhões e meio de litros de gasóleo por mês. Há mais de um mês, esse consumo representava um custo de 2,5 milhões de euros, mas o aumento recente agravou esta despesa.