A sociedade internacional de serviços jurídicos e fiscais Garrigues anunciou um acordo estratégico para a integração das operações da sociedade chilena Barros, Silva, Varela & Vigil (BSVV). Com este passo, o escritório multidisciplinar chileno, que conta com mais de uma década de experiência, passará a atuar sob a marca Garrigues.
O processo deverá ser formalizado nas próximas semanas, após a finalização da documentação contratual e aprovação pelas respetivas assembleias de sócios.
A fusão das duas entidades criará uma estrutura de peso no mercado jurídico do Chile, totalizando uma equipa de mais de 130 advogados, incluindo 24 sócios (com a entrada dos 11 sócios da BSVV na partnership da Garrigues). A integração visa oferecer uma assessoria integral em todas as áreas do direito empresarial, combinando a rede internacional da Garrigues com o profundo conhecimento local da BSVV.
Fernando Vives, presidente executivo da Garrigues, destaca que esta operação reforça o compromisso da firma em “manter a sua posição de liderança na América Latina”, num movimento que espelha a integração da Sánchez Devanny no México, ocorrida no ano passado.
Em comunicado a sociedade de advogados diz que a sua aposta na América Latina assume um caráter estratégico. Com escritórios no Chile, Colômbia, México e Peru, a Garrigues conta com mais de 50 anos de experiência na região. O seu modelo one-stop shop permite coordenar projetos e operações internacionais com o apoio de uma rede presente em 12 países, distribuídos por quatro continentes.
Em 2025, a Garrigues registou receitas de 527,69 milhões de euros. Os negócios internacionais, que representam mais de 17% do total, cresceram 44,5% face ao ano anterior. O principal destaque do ano foi a integração da Sánchez Devanny na Garrigues México.
A aposta no Chile surge num momento de recuperação económica moderada mas sólida no país. Além disso, consolida a plataforma regional da Garrigues na América Latina, onde a sociedade já marca presença na Colômbia, México e Peru há mais de 50 anos.
Para Luis Felipe Merino, sócio responsável pela Garrigues no Chile, a afinidade cultural e a complementaridade das práticas colocam a nova estrutura numa “posição privilegiada para liderar o mercado”.
Do lado da BSVV, o sócio Fernando Barros Vial sublinha que este passo permitirá “acelerar o desenvolvimento institucional, potenciar o talento e promover a inovação”, respondendo com maior eficácia aos desafios complexos do mercado atual.