O Bankinter reportou um resultado líquido de 291 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 7,6% face ao mesmo período do ano anterior. O resultado antes de impostos ascendeu a 410 milhões de euros, mais 8,2%, refletindo uma evolução positiva em todas as áreas do negócio.
A margem de juros cresce 5,5% face ao primeiro trimestre do ano passado, atingindo 570,6 milhões de euros, situando‑se acima dos últimos cinco trimestres.
Por seu turno, a margem bruta, que agrega a totalidade das receitas, situa‑se em 779 milhões de euros, mais 6,5%, “apoiada no bom desempenho das comissões, maioritariamente provenientes de serviços transacionais ou de consultoria e gestão de ativos”.
As comissões atingem 257 milhões de euros, mais 9,9%, com destaque para as provenientes dos serviços de gestão de ativos e de brokerage, que ascendem a 146 milhões de euros, crescendo 18,1%, fruto de uma maior atividade nesses negócios. “Após a dedução das comissões pagas aos parceiros da Red de Agentes e da Banca Partner, as comissões líquidas situam‑se em 203 milhões de euros, mais 8,1% do que no primeiro trimestre de 2025”, refere o banco liderado por Glória Ortiz.
Por outro lado os custos operacionais totalizam 276 milhões de euros, com um aumento moderado de 3%, inferior ao crescimento das receitas, o que permite que a margem de exploração do trimestre ascenda a 502,9 milhões de euros, representando um crescimento de 8,7% no período.
O controlo rigoroso dos custos explica um rácio de eficiência de 35,4%, um dos mais competitivos do setor europeu.
A rentabilidade continua em níveis elevados, com um ROE de 18,8% e um ROTE de 20%, enquanto a qualidade dos ativos permanece sólida, com um rácio de morosidade de apenas 1,92%.
O banco destaca um crescimento rentável e equilibrado, sustentado pela expansão da atividade com clientes e pela diversificação das receitas. A carteira de crédito aumentou cerca de 5%, enquanto os recursos geridos fora de balanço — como fundos de investimento e gestão de patrimónios — cresceram 17%, mantendo a tendência forte dos últimos anos.
Portugal com resultados de 56 milhões
O Bankinter diz que Portugal assume um papel cada vez mais relevante dentro do grupo, numa altura em que o banco assinala dez anos de atividade no país. Ao longo desta década, o número de clientes duplicou e o volume de negócio triplicou, consolidando uma operação considerada “sólida, rentável e equilibrada”.
No primeiro trimestre de 2026, a margem bruta em Portugal atingiu 96 milhões de euros, um crescimento de 7% face ao período homólogo. O resultado antes de impostos fixou-se em 56 milhões de euros, representando já 13,7% dos resultados totais do grupo.
A atividade em território nacional continua a acelerar: a carteira de crédito cresceu 9%, os recursos de clientes aumentaram 10% e os ativos sob gestão dispararam 27%. O banco destaca ainda a melhoria estrutural da eficiência, com o rácio a cair de 124% em 2016 para cerca de 33% atualmente.
Embora Espanha continue a ser o principal mercado, Portugal e Irlanda têm vindo a ganhar relevância explica o banco espanhol em comunicado. O Bankinter destaca, em particular, o mercado português que evidencia um crescimento consistente tanto no crédito como na captação de recursos e na gestão de ativos.
O grupo Bankinter considera Portugal como um dos mercados-chave para o crescimento futuro.
Globalmente, o volume de negócio do grupo atingiu 238.767 milhões de euros, mais 6,5% do que há um ano, refletindo o dinamismo comercial em todas as áreas.
O banco atribui este desempenho a um modelo de negócio diferenciado, à disciplina na gestão de risco e custos e à aposta crescente na tecnologia e inteligência artificial para otimizar processos internos.