O Governo aprovou esta quinta-feira, 23, em Conselho de Ministros a nomeação de João Barros como presidente da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2), de Teresa Pinto Correia como vice-presidente, com o pelouro da Investigação, e de Maria Moura Oliveira como vice-presidente, responsável pela área de Inovação.
Integram ainda o Conselho de Administração António Bob Santos e Luís Sarmento, como vogais executivos.
O Conselho de Administração entra em funções a 01 de maio para mandato de cinco anos, renovável por uma vez.
Em informação enviada ao Jornal Económico, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação destaca a “experiência académica e profissional, visão estratégica e capacidade de execução da equipa agora designada”, acrescentando que a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) procedeu à avaliação do currículo e da adequação de competências aos cargos, tendo-se pronunciado favoravelmente sobre estas nomeações.
João Barros é professor catedrático da Universidade do Porto. Doutorado em Engenharia Eletrotécnica e Tecnologias de Informação pela Universidade Técnica de Munique e licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, é também professor catedrático e diretor associado na Carnegie Mellon University – Africa.
Foi Diretor Nacional do Programa CMU-Portugal, entre 2009 e 2012 e fundou e foi CEO da startup portuguesa Veniam Inc.
É indiscutível a ligação que tem entre investigação científica e inovação tecnológica. Fernando Alexandre vê num tal percurso, a pessoa capaz de posicionar a Agência como um acelerador do potencial do ecossistema nacional de investigação e inovação.
O Conselho de Administração da AI² terá um mandato definido em Resolução do Conselho de Ministros e vai contar com um financiamento plurianual com verbas provenientes de receitas de impostos e de outras fontes públicas e privadas, assente numa carta de missão e num contrato-programa para o período 2027-2031.
Fernando Alexandre acredita que o orçamento desenhado neste figuro garantirá estabilidade e previsibilidade aos investigadores e inovadores portugueses.
Atualmente, tal como o Jornal Económico escreveu recentemente, está em curso um debate para a definição das prioridades nacionais de Investigação e Inovação, de acordo com uma metodologia definida previamente.
A nota hoje enviada pelo MECI ao JE contabiliza a realização nos últimos dois meses de reuniões online com 66 entidades, e aponta a conclusão até ao final deste mês de seis mesas temáticas, com 56 especialistas e 18 moderadores.
Refere também que para os meses de maio e junho está prevista a realização de 10 workshops descentralizados, nas cidades de Évora, Funchal, Bragança, Porto, Coimbra, Covilhã, Faro, Ponta Delgada, Aveiro, Braga. Está ainda disponível o site AI²Participa, que conta já com 75 propostas em debate, 246 pontos argumentativas e 4 460 opiniões.
A partir dos contributos recolhidos, após consulta pública de toda a comunidade e da sociedade civil, o Governo irá identificar as áreas estratégicas de aposta nacional. Este debate culminará com a assinatura, no final deste ano, do contrato-programa entre o Governo e a AI2.
O MECI lembra ainda que, além de promover a investigação fundamental, a Agência para a Investigação e Inovação permitirá reforçar a ligação da investigação e do desenvolvimento tecnológico ao tecido empresarial, à administração pública e ao setor social. E que está igualmente assegurado o financiamento da educação doutoral, das carreiras científicas, das instituições e das infraestruturas científicas e tecnológicas.
O documento reafirma que o contrato-programa entre AI2 e Governo será assinado no final do ano para vigorar entre 2027 e 2031.