O Presidente da República defendeu hoje o aprofundamento político da União Europeia através de reformas institucionais que incluam o fim da regra da unanimidade nalguns domínios e o reforço da sua autonomia em termos tecnológicos e energéticos.

No encerramento do Fórum La Toja, Vínculo Atlântico, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, António José Seguro considerou também que “a defesa europeia não pode continuar a ser uma caminhada lenta, baseada apenas em coligações de vontade”.

Segundo o chefe de Estado, “a União Europeia precisa de um arranjo institucional sólido, eficiente e com recursos adequados, que integre outras democracias, tais como o Reino Unido e a Noruega”.

“A primeira resposta que devemos à nossa geração é o aprofundamento político da União Europeia. Não num contexto burocrático, mas como um ato de vontade coletiva. Uma Europa com capacidade de decidir, de falar com uma voz credível em política externa, de mobilizar recursos à escala dos desafios que enfrenta”, afirmou.

António José Seguro defendeu que “isso exige reformas institucionais” há muito adiadas. “Exige superar o princípio da unanimidade em domínios onde a paralisia nos custa mais do que a decisão imperfeita”, acrescentou.