O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu que o Reino Unido o teria ajudado na guerra contra o Irão se dependesse do rei Carlos III, com quem se encontrou hoje na Casa Branca.
“Penso que se a decisão tivesse sido dele, se estivesse nas suas mãos, provavelmente ter-nos-ia ajudado com o Irão”, frisou Trump aos jornalistas quando questionado sobre a visita de Estado do monarca.
O líder norte-americano tem sido bastante crítico em relação ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, pela sua recusa em envolver-se militarmente na reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irão encerrou em retaliação pela ofensiva norte-americana.
“O rei é fantástico. Passámos muito tempo juntos. Tivemos longas conversas. Também falámos sobre esta questão (a falta de apoio do Reino Unido no conflito)”, revelou.
Trump respondeu desta forma quando questionado pelos jornalistas sobre o discurso histórico proferido por Carlos III perante o Congresso dos EUA na terça-feira, no qual apelou à reconciliação no meio das tensões diplomáticas entre os dois governos.
“Acho que é um representante fenomenal para o seu país. Acho que o povo do Reino Unido deve estar orgulhoso. Adorei o seu discurso de ontem [terça-feira]”, acrescentou.
Segundo o republicano, Carlos III, que considera um “grande amigo”, teria seguido as suas sugestões não só em relação ao Irão, mas também à guerra na Ucrânia.
“Ele teria atuado em conformidade. Teria seguido as sugestões que lhe fizemos em relação à Ucrânia, porque, como sabem, temos algumas divergências sobre a Ucrânia”, defendeu ainda.
No entanto, quando questionado se a sua relação de proximidade com o monarca ajuda a aliviar as tensões com Starmer, Trump insistiu que o primeiro-ministro não cooperou com Washington quando este solicitou ajuda na guerra.
“Quando se dá tão bem com o rei de um país, isso provavelmente ajuda na sua relação com o primeiro-ministro. Mas, neste caso, eu disse ao primeiro-ministro: ‘Quer enviar alguma ajuda?’ E ele respondeu: ‘Não, enviaremos depois de ganharem a guerra’. Eu disse: ‘Isto não está certo’”, criticou Trump.