O universo de 16 cotadas do PSI fechou 2025 com lucros de 5,5 mil milhões de euros, distribuindo aos acionistas 3,1 mil milhões de euros em dividendos, uma subida de 3,6% face ao ano anterior e um novo máximo anual. A capitalização bolsista atingiu 81,6 mil milhões de euros, com o índice a valorizar 29,6% em 2025.

Os dados foram compilados pela associação de pequenos acionistas Maxyield, que destacou que o payout médio do universo PSI se situou em 57,5%, valor compatível com a forte geração de lucros e políticas de distribuição mais generosas em várias cotadas. A dividend yield média ponderada atingiu 4%, um valor que se destaca no contexto internacional.

A remuneração acionista foi um dos grandes temas do ano, com destaque para políticas já estabelecidas em grupos como EDP, Galp, REN e Sonae. A crescente utilização de programas de share buyback como forma complementar de devolver valor aos acionistas também foi notada, especialmente em empresas como Galp, CTT, EDP, BCP e Ibersol.

Das 16 cotadas, todas tiveram resultados positivos em 2025, mas cinco baixaram o nível de lucros relativamente ao ano anterior: Corticeira Amorim, Altri, NOS, Navigator e Semapa. Apenas Altri e Navigator reduziram os dividendos. Três sociedades mantiveram o mesmo nível de dividendos: Ibersol, Semapa e Teixeira Duarte, que não paga dividendos.

No campo da rentabilidade, os rendimentos operacionais ascenderam a 107 mil milhões de euros, mais 2,4% do que em 2024, e o EBITDA subiu 3,6%, para 20,1 mil milhões de euros, elevando a margem EBITDA de 18,6% para 18,8%. A dívida líquida total caiu ligeiramente para 47,7 mil milhões de euros, com o rácio dívida líquida/EBITDA a baixar de 2,8 para 2,37.