Em entrevista à Renascença, antes do congresso do CDS, Nuno Melo recorda o partido que recebeu em 2023 e aquilo que alcançou em três anos, com vitórias nas legislativas, nos governos regionais e em muitas autarquias. O líder e recandidato centrista não aceita que o partido esteja diluído na coligação AD.
Nuno Melo criticou duramente aqueles que, dentro do próprio espaço político, consideram o PSD como principal adversário do CDS. Para o líder centrista, essa visão é um erro estratégico que apenas beneficia o PS e o Chega. “Quem pensa transformar o PSD no nosso adversário está a fazer o jogo da esquerda e da extrema-direita”, afirmou.
O recandidato à liderança do CDS sublinhou que a Aliança Democrática (AD) tem sido fundamental para a estabilidade política e para a implementação de políticas reformistas. “Sem a AD, não teríamos vencido as legislativas nem governado em várias regiões e autarquias”, destacou.
Nuno Melo rejeita a ideia de que o CDS esteja diluído na coligação e defende que o partido mantém a sua identidade e autonomia. “O CDS não desapareceu na AD. Pelo contrário, ganhou influência e capacidade de decisão”, argumentou.
O congresso do CDS, que se realiza este fim de semana, servirá para debater as linhas estratégicas do partido para os próximos anos, com Nuno Melo a defender a continuidade da coligação com o PSD.