
Os Emirados Árabes Unidos está a acelerar a construção do novo oleoduto Oeste-Este, para Fujairah, com o objetivo de ultrapassar os constrangimentos que se fazem sentir no Estreito de Ormuz, devido ao conflito que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel e o Irão, confirmaram as autoridades de Abu Dhabi, esta sexta-feira.
Este novo oleoduto deve entrar em funcionamento em 2027 e duplicar a capacidade de exportação da companhia nacional de petróleo de Abu Dhabi (ADNOC). Um oleoduto de 360 quilómetros já fazia a ligação entre os campos petrolíferos de Habshan, no oeste dos Emirados Árabes Unidos, ao porto de Fujairah, localizado no Golfo de Omã, a sul do Estreito de Ormuz. A sua capacidade é de 1,8 milhões de barris por dia, como salientou o Figaro.
O príncipe herdeiro de Abu Dhabi, o xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, disse, citado pela CNBC que a ADNOC está “bem posicionada como um produtor global de energia responsável e fiável, com a flexibilidade operacional para aumentar a produção de forma responsável para satisfazer as necessidades do mercado quando as restrições de exportação o permitirem”.
De acordo com a CNBC antes do início do conflito no Médio Oriente os Emirados Árabes Unidos produziam mais de tês milhões de barris por dia um valor que desceu para entre 1,8 milhões e 2,1 milhões por dia com o início da guerra.
Os Emirados Árabes Unidos, que anunciaram a sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), têm intenção de aumentar a sua capacidade de produção de petróleo para cinco milhões de barris por dia até 2027, salientou o Figaro.