O Partido Comunista Português (PCP) exigiu esta quinta-feira a integração de três mil investigadores na carreira científica, considerando que tem faltado vontade política para resolver a precariedade de profissionais que têm contribuído para o avanço do sistema científico nacional.
Em comunicado, o partido sublinha que a investigação científica em Portugal depende em grande parte de bolseiros e contratados a prazo, muitos dos quais com décadas de trabalho sem vínculo estável. O PCP defende que estes investigadores devem ser integrados na carreira de investigação científica, com direitos e deveres iguais aos dos restantes trabalhadores da função pública.
A exigência surge no âmbito das discussões sobre o financiamento da ciência em Portugal e a necessidade de combater a precariedade laboral no setor. O partido critica ainda a falta de investimento público na investigação, que tem levado à fuga de cérebros e à desvalorização do trabalho científico.
O PCP apresentou já um projeto de lei que visa criar mecanismos para a integração destes investigadores, mas lamenta que o governo não tenha mostrado disponibilidade para avançar com a medida. O partido apela a que os investigadores e a sociedade civil se mobilizem para pressionar o executivo a tomar medidas concretas.
Esta posição do PCP surge num momento em que a comunidade científica portuguesa tem alertado para a necessidade urgente de resolver a precariedade e garantir condições dignas de trabalho para os investigadores, fundamentais para o desenvolvimento do país.