A Ramada Investimentos fechou o 1.º trimestre de 2026 com um resultado líquido consolidado de 1,553 milhões de euros, abaixo dos 1,932 milhões do período homólogo, numa quebra de 19,6%. Apesar da descida do lucro, o grupo manteve margens elevadas, com EBITDA de 2,016 milhões de euros e margem de 79,3%.
A quebra de 19,6% no lucro consolidado foi pressionada pela descida das receitas e pelo aumento dos custos, embora tenha mantido margens operacionais muito elevadas e reforçado a posição de caixa.
As receitas totais recuaram 2,5% para 2,541 milhões de euros, pressionadas sobretudo pela alienação dos imóveis arrendados à Socitrel em 2025, que retirou contributo às contas do grupo. Em paralelo, os custos totais subiram 37,4% para 525 mil euros, refletindo encargos de conservação e reparação e custos associados ao cancelamento de inscrições hipotecárias e consignações de rendimentos.
O EBIT ficou em 1,973 milhões de euros, menos 7,5% do que no 1º trimestre de 2025, enquanto o resultado antes de impostos das operações continuadas desceu 6,3% para 1,987 milhões de euros.
O EBITDA caiu 9,4% para 2,016 milhões de euros, com a margem a recuar para 79,3%.
No final de março, a empresa tinha 7,8 milhões de euros em caixa e equivalentes de caixa, acima dos 6,7 milhões registados um ano antes. Já em 24 de abril, a Ramada pagou um dividendo bruto de 0,24 euros por ação, totalizando 6,154 milhões de euros.
Os custos financeiros foram praticamente residuais, com gastos financeiros de 2 mil euros e rendimentos financeiros de 16 mil euros.
A empresa referiu que os custos foram influenciados pelos encargos de conservação e reparação e pelos trabalhos em curso para cancelamento de inscrições hipotecárias e consignações de rendimentos, na sequência da amortização dos financiamentos bancários em 2024.