O ministro da Administração Interna, Luís Neves, veio a público defender a nomeação do general Viegas Nunes como novo líder do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), rejeitando críticas que apontam para potenciais conflitos de interesse. Em declarações recentes, o governante afirmou que a acusação de que o general celebrou um contrato público com o compadre é uma “inverdade” e que “nada belisca” a seriedade do novo responsável pelo sistema de comunicações de emergência.

Luís Neves enfatizou que não é “pressionável” e que está disposto a esclarecer todas as dúvidas, tendo manifestado o desejo de ir rapidamente ao Parlamento para prestar esclarecimentos sobre o processo de escolha de Viegas Nunes. O ministro sublinhou a competência e a experiência do general, considerando-o o homem certo para o cargo, especialmente num momento em que o SIRESP enfrenta desafios técnicos e operacionais críticos para a segurança nacional.

A polémica surgiu após notícias que alegavam uma ligação pessoal entre Viegas Nunes e um dos fornecedores do sistema. No entanto, o ministro garantiu que todos os procedimentos legais e éticos foram seguidos, e que a nomeação visa reforçar a eficiência e a fiabilidade do SIRESP, essencial para a coordenação das forças de emergência em situações de catástrofe. A ida ao Parlamento deverá ocorrer nas próximas semanas, onde o governante promete apresentar todos os documentos que comprovam a lisura do processo.