Em declarações à RR, Tiago Oliveira, dirigente da CGTP, afirmou que o sindicato não está disponível para convocar uma greve geral sem um planeamento adequado, rejeitando a ideia de uma paralisação “extemporânea”. Oliveira sublinhou que a prioridade é “derrotar já” o pacote laboral do governo, mas que isso “só se faz envolvendo os trabalhadores” e trazendo a discussão pública para a rua de forma estruturada.
Para a CGTP, não basta reagir a medidas já implementadas; é necessário construir um movimento consistente que mobilize a base sindical e a sociedade civil. “Recusamo-nos a correr atrás do prejuízo”, disse Oliveira, defendendo que a luta deve ser preventiva e contínua, e não uma resposta isolada a decisões governamentais.
A posição surge no contexto de críticas internas e externas sobre a eficácia das greves gerais convocadas em curto prazo, que muitas vezes registam baixa adesão e impacto político reduzido. A CGTP aposta, assim, numa estratégia de médio prazo, com ações setoriais e regionais, antes de qualquer paralisação nacional de grande escala.