A Rússia afirmou nesta segunda-feira que a apreensão francesa de um petroleiro ligado à Rússia “roça a pirataria” e prometeu responder a esta ação, que considera ilegal.
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou no domingo que a Marinha francesa abordou o petroleiro Tagor, no Oceano Atlântico, com o apoio de parceiros internacionais, incluindo o Reino Unido, por suspeitas de violações a sanções europeias. Macron destacou que a operação foi conduzida “em estrita conformidade com o direito do mar”.
Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou a ação como “ilegal” e alertou que a Rússia tomará medidas para garantir a segurança da sua carga marítima. Em fevereiro, um conselheiro do Kremlin já havia sinalizado que a Rússia poderia mobilizar sua Marinha para impedir apreensões de navios russos e retaliar contra a navegação europeia.
A tensão entre os países aumenta em meio ao conflito na Ucrânia, com sanções ocidentais visando enfraquecer a economia russa. A apreensão do petroleiro é a primeira ação direta de um país da União Europeia contra um navio russo desde o início da guerra, elevando o risco de uma escalada no confronto diplomático e militar.