A greve geral convocada pela CGTP para o próximo dia 3 de junho está a gerar preocupação no Governo devido aos possíveis impactos na vida das famílias e no funcionamento dos serviços essenciais.

A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, admitiu que a paralisação poderá causar “alguns inconvenientes”, mas sublinhou o pleno respeito pelo direito constitucional à greve. Em declarações à comunicação social, a governante afirmou que “o direito à greve é um pilar fundamental da nossa democracia” e que o executivo está empenhado em garantir que o protesto decorra dentro da legalidade.

Rosário Palma Ramalho destacou ainda que, com a entrada em vigor da reforma laboral, se espera um reforço significativo dos serviços mínimos, de modo a assegurar a prestação de cuidados básicos à população durante o período de greve. “Estamos a trabalhar com todas as entidades para minimizar os transtornos, sem nunca pôr em causa o legítimo exercício do protesto”, acrescentou.

A greve geral, que promete mobilizar milhares de trabalhadores em todo o país, está a ser acompanhada de perto pelo Ministério do Trabalho e pelas forças de segurança. A CGTP exige melhores salários e condições laborais, num contexto de inflação e aumento do custo de vida.

O Governo apela ao diálogo entre sindicatos e patrões, mas admite que, sem acordo, a paralisação poderá ter impactos significativos nos transportes, saúde e educação. A ministra reiterou que “a única forma de evitar os inconvenientes é as partes sentarem-se à mesa e negociarem de boa-fé”.