Vinte e dois países, incluindo Portugal, Estados Unidos e Austrália, exigem que o Irão cesse os ataques contra pessoas no exterior, num comunicado conjunto publicado hoje.

Os 22 países condenam os ataques levados a cabo na Europa, na América do Norte e na Austrália por entidades estatais iranianas contra dissidentes iranianos, jornalistas ou membros das comunidades judaicas e israelitas nestes territórios.

“A República Islâmica do Irão deve cessar imediatamente estes atos”, escrevem, de acordo com o texto, publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de França e Reino Unido.

O grupo de países, que inclui também Alemanha, Bélgica e Canadá, “condena as tentativas de homicídio e outras ações maliciosas levadas a cabo na Europa, na América do Norte e na Austrália pelo Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica, pelos serviços de informações, pela Força Al-Qods e pelo Ministério da Informação e Segurança do Irão”.

Os países denunciam igualmente “a recente campanha de ataques levada a cabo na Europa contra as comunidades judaicas, jornalistas iranianos e interesses norte-americanos, reivindicada pelo grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya (HAYI) e apoiada pelos seus intermediários”.

O HAYI, um grupo islamita pró-iraniano, reivindicou incêndios e um ataque com faca em Londres contra dois homens judeus em abril, bem como outros atos noutros locais da Europa desde o início da guerra no Médio Oriente.