Em declarações esta quinta-feira, a ministra do Trabalho, Palma Ramalho, voltou a defender a proposta de reforma laboral que será votada esta sexta-feira no Parlamento. A governante sublinhou que “não há nenhum corte dos direitos dos trabalhadores” e que o objetivo é modernizar a legislação, promovendo mais emprego e competitividade.

Palma Ramalho criticou o que considera ser um ambiente de estagnação em Portugal: “O país habituou-se à estagnação e a pensar pequeno. Queremos mudar esse paradigma e olhar para o futuro com ambição.” A ministra desafiou os partidos a terem coragem para tomar decisões, referindo que “o Parlamento tem de decidir se quer um país mais dinâmico ou se prefere manter-se preso ao passado”.

A proposta do Governo tem gerado forte contestação, sobretudo à esquerda. O Bloco de Esquerda, o PCP e o Livre criticam aquilo que consideram ser uma precarização do trabalho e o enfraquecimento de direitos conquistados. Já o Chega, que se diz crítico, avisou que “será difícil” aprovar medidas que não valorizam os trabalhadores por turnos, como o descanso compensatório e o pagamento de horas extraordinárias.

A votação está marcada para esta sexta-feira, e o resultado permanece incerto, com o Governo a precisar de garantir maiorias para fazer avançar o diploma.