O complexo agroflorestal português representa hoje 5,1% do Produto Interno Bruto nacional, gerando 9,4 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, 456 mil empregos e 15,2 mil milhões de euros em exportações, segundo dados divulgados pela organização do B-Rural Summit.
O peso no PIB acompanha um salto de produtividade sem precedentes: o trabalho agrícola tornou-se 277% mais produtivo nas últimas três décadas. No mesmo período, os salários do setor cresceram mais de 50% na última década, acima da média da economia portuguesa.
Ainda assim, o setor alerta para um risco estrutural. A idade média da mão-de-obra familiar agrícola subiu de 46 para 59 anos em 30 anos, e só 12% dos gestores agrícolas na União Europeia têm menos de 40 anos.
“O setor nunca foi tão produtivo, tecnológico e competitivo. Mas garantir quem lidera a agricultura nas próximas décadas é uma questão de PIB”, refere a Consulai, promotora do B-Rural Summit.
“A agricultura portuguesa nunca foi tão produtiva, tecnológica e competitiva. Nas últimas três décadas, a produtividade do trabalho agrícola aumentou 277%, os salários cresceram mais de 50% na última década, acima da média da economia nacional, e o complexo agroflorestal passou a representar 5,1% do PIB, gerando 9,4 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, 456 mil empregos e 15,2 mil milhões de euros em exportações. Mas, enquanto o setor ganha relevância económica, enfrenta um desafio que pode condicionar o seu futuro: garantir uma nova geração de líderes, gestores e empreendedores”, defende a Consulai em comunicado.
O debate sobre renovação geracional acontece a 23 de junho, a partir das 14h00, no Hyatt Regency Lisboa. O evento junta líderes, empresários e jovens empreendedores para discutir como atrair novos gestores para um setor que já assegura uma fatia relevante da riqueza nacional e que será decisivo para a produção de alimentos e gestão da floresta no futuro.