O líder dos Trabalhadores Sociais-Democratas (TSD), Pedro Roque, afirmou que a reforma laboral recentemente chumbada no Parlamento era uma daquelas medidas que só poderiam ser aprovadas com maioria absoluta. Em declarações à Renascença, Roque admitiu que a tendência social-democrata na UGT respirou de alívio com o desfecho da votação e que “obviamente que estarão satisfeitos” com o chumbo.

O deputado considerou que o facto de Lucinda Dâmaso, dirigente sindical, estar na vice-presidência do PSD foi “importante” para o debate em torno da reforma laboral, sublinhando a relevância do diálogo entre partidos e sindicatos.

A reforma laboral, que gerou forte contestação social, foi rejeitada com os votos contra da oposição, inviabilizando alterações profundas nas leis do trabalho em Portugal. Para Pedro Roque, o resultado demonstra que reformas estruturais desta natureza exigem consensos alargados que, actualmente, não existem no arco da governação.