O governo indiano está em conversações com os Emirados Árabes Unidos (EAU) para vender equipamento militar, incluindo o míssil de cruzeiro supersónico BrahMos e a rede de defesa aérea Akashteer, segundo a Reuters.
O interesse internacional pelos sistemas militares indianos aumentou consideravelmente depois da Índia ter utilizado operacionalmente o míssil BrahMos durante o conflito de quatro dias com o Paquistão no ano passado.
“Os EAU demonstraram interesse por vários dos nossos sistemas de armamento, incluindo o BrahMos e o Akashteer. As conversações entre a Índia e os EAU encontram-se numa fase inicial e estão a avançar rapidamente”, afirmou uma fonte à Reuters.
Embora historicamente, os EAU tenham dependido de fornecedores militares ocidentais, como os Estados Unidos, o país tem procurado ativamente novas parcerias, indica a Reuters.
No início deste ano, Abu Dhabi assinou um memorando de cooperação na área da defesa com a Coreia do Sul no valor de mais de 35 mil milhões de dólares. Os analistas apontam que a aproximação a Nova Deli permite à nação do Golfo reforçar a sua resiliência estratégica.
A potencial venda do míssil BrahMos, considerado um dos mísseis de cruzeiro mais rápidos do mundo e capaz de ser lançado a partir de plataformas terrestres, navais ou aéreas, exigiria a aprovação formal de Moscovo, uma vez que esta arma, com um alcance de 290 quilómetros, foi desenvolvida conjuntamente pela Índia e pela Rússia.
O sistema Akashteer, desenvolvido pela empresa estatal Bharat Electronics Limited em colaboração com o Exército Indiano, é uma rede totalmente automatizada de comando e controlo para defesa aérea. Em vez de funcionar como um intercetor autónomo, o Akashteer atua como uma camada digital que integra sensores, radares e sistemas de armamento, coordenando de forma eficiente a resposta a enxames de drones e a ameaças de mísseis em aproximação.