A NACEX, empresa de transporte de encomendas, inaugurou uma nova plataforma logística em Portugal, desta vez no Montijo. Este investimento serve para a empresa reforçar a sua capacidade operacional e responder melhor aos seus clientes. Ao Jornal Económico, João Jales, country manager da NACEX Portugal, explicou quais são os objetivos da empresa com esta nova infraestrutura, os planos para o país e a importância de Portugal na estratégia de crescimento da empresa.

Quais são os objetivos desta nova infraestrutura em Portugal?

Com a nova plataforma do Montijo respondemos ao crescimento sustentado da nossa atividade na área da grande Lisboa e reforçamos a nossa capacidade operacional.

Equipada com tecnologia de última geração, esta instalação permite-nos aumentar em mais de 60% a capacidade de classificação, bem como duplicar o número de cais de carga e descarga.

Esta infraestrutura reforça significativamente a nossa capacidade operacional em Portugal e permite-nos prestar um serviço ainda mais eficiente na área de Lisboa, em linha com o nosso compromisso com a excelência e a qualidade.

Quais são as perspetivas da empresa para Portugal, sobretudo após este investimento?

Este investimento faz parte da nossa visão de longo prazo para o mercado português, com o objetivo de continuar a melhorar a eficiência do serviço, otimizar recursos e acompanhar o crescimento dos nossos clientes, mantendo os elevados padrões de qualidade que caracterizam a NACEX.

O reforço da nossa capacidade operacional e a melhoria dos tempos de entrega permitir-nos-ão continuar a impulsionar o crescimento, especialmente no segmento B2B, onde temos uma posição sólida há muitos anos. Queremos continuar a consolidar a confiança dos nossos clientes em setores particularmente exigentes, como o hospitalar, dentário, farmacêutico e das análises clínicas, onde a fiabilidade e a pontualidade são fatores críticos.

Existem planos para novos investimentos em Portugal?

Acompanhamos continuamente a evolução do mercado e as necessidades dos nossos clientes para antecipar o crescimento da atividade.

Nesse sentido, avaliamos de forma permanente oportunidades para reforçar a nossa rede e aumentar a capacidade operacional onde tal se justifique.

Neste momento, estamos a estudar a criação de um novo centro dedicado à distribuição de última milha no centro de Lisboa, que nos permitirá reforçar a nossa capilaridade e aumentar a proximidade aos nossos clientes.

Que papel desempenha Portugal nos objetivos e na estratégia da empresa?

Portugal é um mercado estratégico para a NACEX há mais de 20 anos e uma peça-chave no nosso posicionamento como empresa de referência na distribuição expresso na Península Ibérica.

Olhando para o futuro, continuaremos a impulsionar o nosso crescimento tanto no segmento B2B como no B2C, disponibilizando soluções cada vez mais especializadas e adaptadas às necessidades de cada setor.

Portugal adaptou-se às tendências do setor?

Acompanhamos de perto a evolução do mercado para adaptar os nossos serviços e a nossa operação às novas necessidades dos destinatários e das empresas.

Um bom exemplo é a nossa aposta nas entregas fora do domicílio, através da rede NACEX.shop, que oferece maior comodidade e flexibilidade aos destinatários, ao mesmo tempo que aumenta a eficiência, a fiabilidade e a sustentabilidade das entregas no eCommerce.

Esta adaptação reflete-se também no investimento em infraestruturas. Nos últimos anos modernizámos a plataforma do Porto e colocámos em funcionamento novas instalações em Viseu e Coimbra.

Mais recentemente, inaugurámos uma nova plataforma no Montijo, que substitui o centro de Alcochete e reforça significativamente a nossa capacidade operacional, melhorando o serviço prestado na área da grande Lisboa.

A sustentabilidade é hoje uma prioridade. Como é que a empresa aborda este tema e que medidas tem vindo a implementar?

Na NACEX, a sustentabilidade faz parte da nossa estratégia de negócio e está integrada em todas as nossas operações. Trabalhamos continuamente para minimizar o impacto ambiental da nossa atividade.

Em Portugal, por exemplo, estamos a avançar com a eletrificação progressiva da nossa frota na área de Lisboa. Paralelamente, continuamos a expandir a rede de pontos de conveniência NACEX.shop, que já conta com 888 pontos no país, promovendo um modelo de entrega mais eficiente e sustentável.

A estas iniciativas juntam-se outras de âmbito global, como o ecodesign das embalagens, a adoção de práticas de economia circular e a integração de novas tecnologias para otimizar as operações. Todas estas ações estão refletidas na nossa mais recente Memória de Sustentabilidade, integrada no Relatório de Gestão Consolidado da Logista, que apresenta uma visão global do nosso desempenho social, laboral e ambiental durante o exercício de 2024-2025.

A inovação na cadeia logística já é uma realidade?

A inovação na distribuição expresso é hoje uma realidade consolidada, também no mercado português. Reflete-se claramente na evolução dos serviços e tem um impacto direto na experiência do cliente.

A digitalização do serviço permite disponibilizar rastreabilidade em tempo real e uma comunicação permanente com o destinatário, aumentando a transparência e proporcionando maior controlo sobre cada envio.

Além disso, a última milha evoluiu para modelos mais flexíveis, capazes de adaptar a entrega às necessidades do cliente, colocando a experiência do destinatário no centro do serviço.

A inovação traduz-se também numa operação mais sustentável, através de frotas mais eficientes e da otimização de rotas, permitindo reduzir o impacto ambiental sem comprometer a qualidade do serviço e promovendo uma distribuição mais eficiente e responsável.

A tecnologia revolucionou o setor?

A tecnologia transformou profundamente o setor da distribuição expresso, permitindo a passagem de processos manuais para ambientes totalmente digitalizados, o que aumentou significativamente a precisão, a rapidez e a capacidade de gestão dos envios.

Esta evolução elevou também o nível de exigência do mercado e do destinatário final, que já não espera apenas rapidez, mas também informação em tempo real, capacidade de decidir sobre a entrega e um serviço transparente e fiável.

Mais do que uma revolução pontual, trata-se de uma evolução contínua que impulsiona melhorias permanentes na eficiência operacional e na experiência do utilizador.