O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou esta quarta-feira, em audição parlamentar, que o atraso na correção digital dos exames nacionais se deve a um problema de programação informática, mas garantiu que os prazos serão cumpridos.

Durante a comissão de Educação e Ciência, o governante explicou que a digitalização física das provas já está concluída e que os constrangimentos não resultam da reforma do Ministério.

“O EduQA é que foi avaliando, nós não interferimos com as decisões. Quando sentimos que os prazos estavam a tornar mais difíceis de cumprir, pressionamos para nos comprovarem que conseguiam cumprir o prazo”, afirmou.

O ministro garantiu ainda que a primeira fase da digitalização foi realizada nas instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda, por professores e colaboradores do EduQA, e não por empresas externas. As máquinas de digitalização foram financiadas pelo PRR.

Este ano, os exames nacionais mantiveram o formato em papel, mas a correção é feita digitalmente, com previsão de conclusão até 10 de julho e divulgação das notas da primeira fase no dia 14.

Fernando Alexandre defendeu o modelo digital, afirmando que permite maior eficiência e rigor, ao permitir que cada professor corrija 200 vezes a mesma pergunta em exames diferentes, reduzindo o viés individual.