O calor intenso está a agravar os danos estruturais e a acelerar as avarias em equipamentos dos condomínios, alertou a Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios (APEGAC), recomendando o reforço de seguros e medidas preventivas.
Em comunicado, a associação sublinha que os episódios de temperaturas extremas expõem os edifícios a custos inesperados e podem comprometer a segurança dos moradores. A organização defende que uma apólice multirriscos abrangente — que cubra incêndios, danos elétricos e falhas técnicas — é agora uma “condição essencial de boa gestão”.
Segundo a APEGAC, um seguro multirrisco bem dimensionado garante a reparação rápida de avarias por sobreaquecimento, assegura a continuidade da gestão do imóvel em caso de sinistro (incluindo realojamento temporário) e protege o património comum, como elevadores, bombas de água e sistemas de ventilação.
“Num contexto de fenómenos meteorológicos cada vez mais intensos e frequentes, ter um seguro multirrisco adequado deixou de ser uma opção para passar a ser uma prioridade de gestão”, afirma o presidente da APEGAC, Vítor Amaral, citado na nota.
A par da cobertura de seguros, a associação recomenda aos administradores e condóminos o reforço da vigilância dos equipamentos mais vulneráveis ao calor. A APEGAC apela ainda à entreajuda entre vizinhos para proteger idosos, doentes crónicos ou pessoas que vivem sozinhas, garantindo que estes têm acesso a água, ventilação e locais frescos durante as crises climáticas.