A Câmara Municipal de Lisboa (CML) prepara-se para alienar um lote de 10 terrenos excedentários, sem utilização estratégica, através de hasta pública. O valor base global dos imóveis é de 59 milhões de euros, com avaliações individuais entre 1 e 13 milhões de euros. O vice-presidente da autarquia, Gonçalo Reis, garantiu ao Jornal Económico que a receita será integralmente canalizada para despesas de capital, como infraestruturas, mobilidade e transportes, rejeitando o financiamento de despesa corrente. “É um ponto de honra”, afirmou.
A operação insere-se numa estratégia de gestão racional do património municipal, identificando ativos que não têm sentido estratégico para a autarquia. Cada terreno foi alvo de duas avaliações externas e independentes, e a CML não venderá abaixo do valor de referência.
Os terrenos serão vendidos ao mercado livre, podendo os investidores desenvolver projetos de habitação, serviços, comércio ou equipamentos, desde que respeitem os parâmetros do Plano Diretor Municipal (PDM). A proposta de alienação será votada na reunião de Câmara de 8 de julho e, após aprovação na Assembleia Municipal, a hasta pública deverá ser lançada no segundo semestre de 2026.