A Lusíadas Saúde manifestou disponibilidade para participar numa nova Parceria Público-Privada (PPP) na área hospitalar, após a experiência de 14 anos no Hospital de Cascais. O presidente do grupo, Vasco Antunes Pereira, afirmou, em entrevista à Lusa, que a decisão de não continuar em Cascais não está relacionada com o modelo, mas sim com a insuficiência do envelope financeiro para garantir a qualidade desejada a longo prazo.

O grupo já comunicou ao Governo a sua intenção de participar em futuros desafios de PPP. No entanto, em relação às Unidades Locais de Saúde (ULS), Vasco Antunes Pereira considera que o modelo precisa de maior enquadramento. Segundo o responsável, os concursos públicos lançados por algumas ULS ainda são “pouco precisos” e é necessário evoluir de uma lógica de contabilização de consultas para uma gestão mais integrada dos cidadãos.

A Lusíadas Saúde defende que as ULS são “muito jovens em termos de maturidade” e necessitam de um “salto qualitativo na capacidade de monitorização”. O grupo afirma ter a oferta estruturada internamente para avançar, mas aguarda definições do setor público. O Governo aprovou, em março de 2025, o lançamento de PPP para os hospitais de Braga, Vila Franca de Xira, Loures, Amadora-Sintra e Garcia de Orta, estando ainda pendente um estudo da ACSS.

Vasco Antunes Pereira sublinhou que não há preferência geográfica para novas PPP, sendo a capacidade de implementar a missão e o racional de longo prazo os fatores determinantes.