Na terça-feira, Trump voltou a manifestar as pretensões de controlar a Gronelândia. O primeiro-ministro mostrou solidariedade com a Dinamarca e não estará em causa “de maneira nenhuma” a integralidade territorial de nenhum estado-membro da NATO.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou esta quinta-feira que não detetou “qualquer rancor” por parte do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cimeira da NATO, realizada em Haia. A declaração surge após Trump ter renovado, na terça-feira, o interesse em adquirir a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca.

“Não vi nenhum rancor, vi sim uma afirmação de posições que são conhecidas”, disse Montenegro aos jornalistas, sublinhando que a integridade territorial dos estados-membros da NATO não está “de maneira nenhuma” em causa. O líder português manifestou total solidariedade com a Dinamarca, reafirmando o compromisso da Aliança com a defesa mútua.

A cimeira, que decorreu entre quarta e quinta-feira, abordou ainda o reforço do flanco leste, o apoio à Ucrânia e o aumento dos orçamentos de defesa. Montenegro reiterou que Portugal cumprirá a meta de 2% do PIB em gastos militares até 2029, conforme acordado.