Em entrevista à Renascença, o eurodeputado açoriano, membro da delegação do Parlamento Europeu com os Estados Unidos, defendeu que a revisão do Acordo das Lajes deve avançar, mas alertou que o cenário atual é marcado por uma instabilidade internacional sem precedentes. Segundo o deputado, é fundamental garantir que os termos do acordo reflitam as novas realidades geopolíticas e as necessidades de Portugal e dos Açores.
O eurodeputado também concordou com a realização de uma investigação técnica independente sobre a contaminação dos solos e aquíferos da ilha Terceira, uma questão que tem gerado preocupação entre a população local e as autoridades ambientais. A investigação, segundo ele, é essencial para avaliar os danos e definir responsabilidades, além de assegurar que futuras operações na base não comprometam o meio ambiente.
O Acordo das Lajes, que regula a presença militar dos EUA nos Açores, tem sido alvo de debates nos últimos anos, especialmente após denúncias de impactos ambientais e sociais. A revisão do acordo é vista como uma oportunidade para fortalecer a soberania nacional e garantir compensações justas para a região.