Há três listas candidatas à direção do Livre e duas delas são críticas dos atuais porta-vozes Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes. Rodrigo Brito considera que não “chega” ter aumentado o número de deputados no Parlamento e Tiago Mota pede “transparência” dentro de casa.
De acordo com a Rádio Renascença, as eleições internas do partido, marcadas para o próximo sábado, opõem a lista oficial, liderada por Rui Tavares, a duas listas alternativas que defendem maior abertura, democracia interna e rotatividade de lideranças. Críticos apontam que a atual direção concentra demasiado poder e impede o debate plural.
Entre as principais críticas, destaca-se a falta de mecanismos que permitam a participação efetiva dos militantes nas decisões estratégicas, a opacidade na comunicação com a base e o alegado desrespeito pelas moções aprovadas em convenções. As listas concorrentes prometem, se eleitas, implementar um modelo de co-liderança mais horizontal e criar canais regulares de escuta ativa.
O resultado da votação poderá redefinir o rumo do partido, que atualmente conta com quatro deputados na Assembleia da República e tem procurado afirmar-se como alternativa de esquerda ecologista e libertária.