A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) estima que cerca de 121 mil veículos circulem atualmente em Portugal sem o seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel. O alerta foi feito com base num rácio médio de infrações de 1,33% em 2025, cruzando dados de fiscalizações da PSP entre 2023 e o início de 2026.

O estudo “Perfil do Condutor sem Seguro” revela que o infrator típico é homem, jovem adulto (20-40 anos) e de nacionalidade portuguesa. Os acidentes mais graves estão associados a condutores do sexo masculino, com maior incidência nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e zonas suburbanas de forte mobilidade pendular.

O impacto financeiro é significativo: até julho de 2026, o Fundo de Garantia Automóvel (FGA) registou 2.709 novos sinistros, um aumento de 15% face ao mesmo período de 2025. Em 2025, o crescimento já tinha sido de 9%. O presidente da ASF, Gabriel Bernardino, alerta que conduzir sem seguro expõe o infrator a consequências financeiras graves, já que o FGA procura ser ressarcido após indemnizar as vítimas.

Para combater esta tendência, a ASF lançou uma campanha de sensibilização nas redes sociais, visando alertar para os riscos e promover a regularização da situação dos condutores.